Por Rosemeire Zago
Você se conhece? Essa é uma resposta que respondemos tranquilamente com um: "claro que sim!" Mas eu peço que você pare alguns segundos e repense sobre sua resposta. Continua afirmando que se conhece? Ótimo! Então, vamos tirar alguns minutinhos enquanto lê este artigo para uma reflexão sobre si mesmo. O que sabe de você? Quais são os momentos que mais marcaram sua vida? Quais são seus pontos positivos, qualidades? Pode descrever uma por uma? E seus pontos negativos? O que tem feito para mudar aquilo que não gosta em você? Já percebeu o quanto você insiste em agradar a outras pessoas? Ou ainda, o quanto busca por reconhecimento e aprovação daqueles com quem convive? Você pode até responder que não faz nada para agradar alguém, e eu insisto, será que não faz mesmo? Quais são as características que você percebe em seus pais e reconhece também em você? É, como podemos perceber, não é tão simples assim falarmos sobre nós mesmos, nos conhecermos, não digo superficialmente, mas sim como fruto de muita reflexão.
Já reparou como algumas pessoas tendem a querer saber muito mais da vida de outras pessoas do que das suas próprias vidas? Por que os programas de fofoca entre artistas, big-brother, etc, fazem tanto sucesso? Parece que é mais fácil olhar para o outro do que para dentro de si mesmo. Essa facilidade pode ser também entendida como fuga, comodismo ou ainda por mecanismos de defesa, tendemos a ficar em nossa zona de conforto, por mais que esteja sendo prejudicial para nós mesmos. Mas muito se esquecem ou nunca souberam que muitas vezes aquilo que estão vendo, e que acabam por censurar, criticar, condenar, julgar, nos outros, pode ser apenas um reflexo de suas próprias imagens. Como assim? Quando não se tem autoconhecimento é comum, por exemplo, julgar o comportamento de outra pessoa. E se observamos mais profundamente podemos descobrir que também temos aquele mesmo comportamento.
Isso acontece porque utilizamos sem saber o mecanismo que chamamos de projeção, quando por dificuldade em olhar para dentro de nós mesmos projetamos nos outros aquilo que nos diz respeito. Isso não acontece apenas com aspectos negativos, mas também com os positivos. Não vemos em nós mesmos o que parece claro e óbvio nos outros. Esse tipo de mecanismo demonstra na realidade uma pessoa com pouca percepção dos próprios sentimentos, ou seja, pouco autoconhecimento.
Agora que você sabe disso ou se lembrou, procure ficar mais atento a seus comentários sobre outras pessoas, usando suas observações como fonte de autoconhecimento, identificando que muitas vezes aquele elogio que faz para determinada pessoa, na verdade também há em você, apenas não havia reconhecido. E quando for sobre aspectos negativos também utilize a seu favor, possibilitando mudar aquilo que até então você sequer havia percebido. Tudo pode ser informação para elevar nosso autoconhecimento, só depende do grau de percepção dos sinais e mensagens que nos deparamos no dia a dia.
A tão conhecida frase do filósofo Sócrates - 470 a.C: "Conhece-te a ti mesmo", que nada deixou escrito, mas cujos pensamentos foram descritos por Platão, nos faz perceber o quanto somos ignorantes de nós mesmos e quanto é antiga a busca pela consciência de quem somos. Hoje quando se fala de filmes recentes como O Segredo ou Quem Somos Nós, na verdade são conteúdos antigos com, digamos, uma nova roupagem. Mas o importante é que tudo isso está provocando reflexões sobre o assunto - autoconhecimento - para quem ainda não havia tido acesso a tão profundos ensinamentos. Mas um filme que indico é da Louse Hay: "Você pode curar sua vida", e que também tem o livro com o mesmo título. É um filme onde através da história de vida dela, nos faz refletir em como estamos conduzindo nossa própria vida.
É preciso parar com a ânsia de tudo pelo outro. Não sou contra o trabalho voluntário, ajudar o próximo, conceitos sobre fraternidade, nada disso, mas está na hora de pensarmos um pouco mais em nossa própria vida, evitando assim, depois de anos de abdicação e dedicação ao outro, seja este quem for, ouvir aquelas célebres frases: "fez porque quis", ou ainda, "não te pedi nada". E quantas outras pessoas não se dão conta do quanto se permitiram ser invadidas, agredidas, abusadas, tudo pela dificuldade em impor limites? Por que permitirmos estar em segundo plano? Por que somos tão permissivos em algumas situações? Temos que estar, se não para o outro, mas para nós mesmos, em primeiro lugar. Como dita a filosofia do Alcoólatras Anônimos: primeiro eu, segundo eu, terceiro eu.... Isso não quer dizer para sermos egoístas nem negligenciarmos as necessidades de outras pessoas, mas devemos lembrar que também temos as nossas.
E quais são? Tudo deve ter equilíbrio, e da mesma maneira que podemos nos preocupar com o outro, devemos, no mínimo, nos preocuparmos com nós mesmos na mesma intensidade. E geralmente não fazemos isso. Devemos nos lembrar ainda, que ao fazer pelo outro o que lhe compete ou lhe é de sua responsabilidade, estamos levando-o a não acredite em si mesmo, deixando-lhe a nítida sensação de que não é capaz. E será que é esse o resultado que realmente queremos? Com certeza, desejamos que o outro cresça, mas isso compete a ele. Não podemos permitir que o outro cresça em detrimento de nosso próprio crescimento. Todos nós somos capazes de resolver os próprios problemas, fazer nossas próprias escolhas, desde que acreditemos que antes de cuidar da vida dos outros, somos mais capazes de cuidar da nossa própria vida.
disponível em www.stum.com.br
Se você busca autoconhecimento, você está no lugar certo!
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15 de fevereiro de 2011
21 de janeiro de 2011
A palavra tem poder
Há muito se tem dito sobre o poder das palavras, mas ainda há quem questione sobre a veracidade desta afirmação. Há oito anos como adepta e praticante dos ensinamentos da Seicho-No-Ie eu li, aprendi e vivenciei muitas experiências que confirmaram, para minha vida, essa verdade. As palavras dirigem nossos pensamentos para direções específicas e, de muitas formas, nos ajudam a criar a nossa realidade, potencializando ou limitando nossas capacidades. A habilidade de usar bem as palavras é essencial para uma boa comunicação e fundamentalmente, é essencial para a formação do nosso destino.
A escritora Lya Luft afirma que a palavra faz parte da essência do ser humano, pois com ela nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Com a palavra, liquidamos negócios, amores. Uma palavra confere o nome ao filho que nasce e ao navio que transportará vidas ou armas. “Vá”, “Venha”, “Fique”, “Eu vou”, “Eu não sei”, “Eu quero, mas não posso”, “Eu não sou capaz”, “Sim, eu mereço” - dessa forma, marcamos as nossas escolhas. Viemos ao mundo para dar nomes às coisas: dessa forma nos tornamos senhores delas ou servos de quem as batizar antes de nós.
Devemos tomar cuidado com as palavras que falamos com os nossos filhos, esposa ou marido, namorado (a) colegas de trabalho. Se uma pessoa escuta demais “ela não tem jeito mesmo” ela se convencerá disto e num vai se ajeitar. Se alguém se convenceu de que é um “imbecil” ele provavelmente será um. Por outro lado, se a gente ouve elogios e palavras de estímulos como “você é capaz”, “eu confio em você”, “Deus te ama e eu também o amo”, isto constrói nossa auto-imagem e nos ajuda a vencer obstáculos e a vencer na vida. As palavras tem o poder de construir e de destruir uma pessoa. Dói mais uma palavra dita de forma agressiva do que um tapa. Palavras ferem mais que armas, porque as feridas não são visíveis e muitas vezes levam anos para serem dissolvidas dentro de nós. Transformam-se em mágoa, ressentimento, raiva, que aprisionadas por muito tempo, transformam-se até em câncer.
Entristeço-me quando vejo pessoas que eu amo utilizarem palavras negativas, principalmente quando isso implica a sugestão de situações ou acontecimentos ruins. Talvez por reconhecer o poder influenciador das palavras eu me coloco numa posição automática de crítica, porém, eu mesma tento a todo instante policiar minhas palavras e meus pensamentos, de modo a criar apenas coisas boas. Há uma explicação científica para o que estou dizendo- Uma pessoa ouve uma palavra ou frase, o cérebro imediatamente processa esse "dado sensorial" como uma imagem.
No caso da típica frase: Não faça isso! Freqüentemente, a imagem criada no cérebro é contrária à idéia que a pessoa está tentando falar. Na verdade, muitas vezes, é exatamente o oposto! Entretanto, em todas as áreas da comunicação humana torna-se importante, senão crítico, escolhermos conscientemente palavras para criar o efeito desejado que estamos procurando em cada situação do nosso cotidiano. Uma das mais curiosas palavras "NÃO" vem do fato de que, em termos de imagem visual, o cérebro não pode processar a palavra "não". É como se, dentro da mente humana a palavra "não" não existisse. Quando apresentado com um "não", o cérebro imediatamente cria uma imagem que "não" era para ser criada.Um exemplo para essa situação é o seguinte: Uma mãe dirige-se ao filho e diz as seguintes palavras: "Agora, querido, não derrame seu leite!" Qual é a imagem visual criada imediatamente na mente da criança? Claro: leite derramado!
Profunda admiradora do trabalho deste grande mestre, Osho, descrevo aqui um pequeno texto seu, onde ele fala como o ato de escolher bem as palavras é capaz de transformar nossos pensamentos e modificar nossa vida.
“Palavras não são apenas palavras. Elas têm disposições de ânimo, climas próprios.
Quando uma palavra se aloja dentro de você, ela traz um clima diferente à sua mente, uma abordagem diferente, uma visão diferente. Chame a mesma coisa de um nome diferente e perceberá: algo fica imediatamente diferente.
Existem as palavras dos sentimentos e as palavras intelectuais. Abandone cada vez mais as palavras intelectuais, use cada vez mais palavras dos sentimentos. Existem palavras políticas e palavras religiosas.
Abandone as palavras políticas. Existem palavras que imediatamente criam conflito. No momento em que você pronuncia, surgem discussões. Assim, nunca use uma linguagem lógica e argumentativa. Use a linguagem do afeto, do carinho, do amor, para que não surja discussão alguma.
Se você começar a ficar consciente disso, perceberá uma imensa mudança surgindo. Se você estiver um pouco alerta na vida, muitas infelicidades poderão ser evitadas. Uma única palavra pronunciada na inconsciência pode criar uma longa corrente de aflição.
Uma leve diferença, apenas uma virada muito pequena, e isso criam mudança. Você deveria ser muito cuidadoso e usar as palavras quando absolutamente necessário. Evite palavras contaminadas. Use palavras arejadas, não controversas, que não são argumentos, mas apenas expressões de suas impressões.
Se você puder se tornar um especialista em palavras, toda a sua vida será totalmente diferente. Se uma palavra trouxer infelicidade, raiva, conflito ou discussão, abandone-a. Qual é o sentido de carregá-la? Substitua-a por algo melhor. O melhor é o silêncio, depois é o canto, a poesia, o amor.”
O uso de palavras positivas é muito importante. Aliás, é o poder de utilizar as palavras que nos diferencia dos demais animais, e é a sintonia que as palavras transmitem, que nos fornece a sabedoria, o conhecimento e a capacidade de nos comunicar com Deus e com os Anjos. Façamos então, um bom uso deste poder que nos coloca mais próximos da nossa essência – que é divina e sagrada!
Um final de semana cheio de paz e harmonia a todos os meus leitores!
13 de janeiro de 2011
o que Oprah Winfrey tem a dizer sobre os homens
-Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.
-Se ele não te quer, nada pode faze-lo ficar.
-Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.
-Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
- Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.
-Mais devagar é melhor. Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre o que realmente te faz feliz.
-Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, “foda-se, mande pro inferno, esquece!”, vocês não podem “ser amigos”. Um amigo não destrataria outro amigo!
-Não conserte.
-Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo. Não continue (a relação) porque você acha que “ela vai melhorar”!
-Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.
-A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
-Evite homens que têm filhos, principalmente se for de um monte de mulheres diferentes. Ele não casou (ou ficou) com elas quando elas ficaram grávidas (tiveram bebês) então, porque ele te trataria diferente?
-Coloque limites no modo como um homem te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo.
-Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você.
-Você não pode mudar o comportamento de um homem. A mudança vem de dentro.
-Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você… mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.
-Não o torne um semi-deus.
-Ele é um homem, nada além ou aquém disso.
-Nunca deixe um homem definir quem você é.
-Nunca pegue o homem de alguém emprestado.
-Se ele traiu alguém com você, ele te trairá!
-Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate.
-Todos os homens NÃO são cachorros.
-Você não deve ser a única a fazer tudo… compromisso é uma via de mão dupla.
-Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações. Não há nada mai precioso quanto viajar. Veja as suas questões antes de um novo relacionamento.
-Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar… uma relação consiste de dois indivíduos completos… procure alguém que irá te complementar… não suplementar.
-Namorar é bacana, mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.
-Faça-o sentir falta de você algumas vezes… quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele – ele se acha… e não te dá valor!
-Nunca se mude para a casa da mãe dele. Nunca seja cúmplice (co-assine) de um homem.
-Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo o que você precisa. Mantenha-o em seu radar, mas conheça outros…
-Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam). Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas, e outras mulheres se prepararem.
-Dizem que se gasta um minuto para encontrar alguém especial, uma hora para apreciar esse alguém, um dia para amá-lo e uma vida inteira para esquecê-lo. O medo de ficar sozinha faz com que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas!
-Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa.
-Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único.
Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções. Faça a escolha certa!
Ladies, cuidem bem de seus corações…
12 de janeiro de 2011
Amor de gente grande...
Amor de corpo inteiro. Um amor que transcende, transpira, transborda. Amor com mãos e pés. Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços. Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender. Simplesmente ser... preencher, existir! Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa. Amor de palavras, mas também de silêncio. Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores! Amor que esvazia, que abre espaço, que permite. Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens. Amor que faz crescer. Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente. Amor que permanece. De mim para mim, de mim para você, de você para mim. Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza. Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece. Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece! Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê. Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido. De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete. De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece. Amor que não se pede, que não se dá, porque já é! Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está!!! E o que quer que ainda possa surgir... bobagem! Apenas crescimento e aprendizagem... Volta para casa, não se vá! Fique, permita-se, entregue-se, comprometa-se! Simplesmente amor... Você consegue?!? Texto retirado do livro “Faça o Amor Valer a Pena”, de Rosana Braga – Editora Gente) |
5 de janeiro de 2011
confiar, sonhar, viver ...
À medida que permitimos confiar em nosso Amor por nós mesmos e em nossos desejos, descobriremos que não estamos mais sozinhos, porque entramos em contato com nosso potencial criativo; criamos novas idéias, novos sonhares e passamos a contribuir para que este mundo seja um lugar maravilhoso para se viver.
Viemos a esse mundo para nos tornarmos indivíduos, pessoas que pensam diferente uns dos outros, sem perdermos contato com a unificação, com a parte divina que cada um tem.
Quanto mais amarmos a nós mesmos, mais amor teremos para dar e passaremos, por vontade própria, a ter a verdadeira compaixão pelo nosso próximo. Não somente aquele apoio momentâneo em uma necessidade desesperada, mas seremos a própria bondade a ser compartilhada.
Se ao fazermos uma escolha baseada em nossa própria experiência, escolhermos apoiar e ajudar a nós mesmos,poderemos fazê-lo com alegria, pois seremos nós a formar o próprio destino,compartilhando o nosso real potencial com mais alguém: é o AMAR com, é ALOHA!
Se nos permitirmos ter paciência, estaremos abertos aos nossos próprios sentimentos, à nossa riqueza interior, e se meditarmos sobre o que queremos fazer, concluiremos por nós mesmos,chegaremos às nossas próprias respostas, sem levar em conta o que os outros pensam ou querem. O contrário só nos traria carência, que é sinônimo de preocupação e insatisfação. A carência traz limitação em vez de abundância, traz debilitação em vez de juventude e vitalidade.
É muito importante que cuidemos do nosso corpo, que o acarinhemos, que agradeçamos as funções que recebemos. Somos seres sagrados e vivemos num mundo também sagrado, onde tudo e todos estão interligados na grande rede da vida que nos une a todo o universo numa única teia.
Cuidemos para que nosso corpo receba momentos de repouso e movimentação de energias, banhos repousantes e água o quanto baste.
Amar-se é um grande despertar, é termos nossas próprias experiências. A Essência que nos apóia sempre esteve presente dentro de nós.
Muitos são os caminhos a escolher, lembrem-se, pois, que a carência é o que há de mais insensato, a nossa tendência é esquecermos tudo o que de bom foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas. E sofrer por que?
Esse mundo é nosso e temos que torná-lo melhor. Celebremos pois uns aos outros e a nós mesmos; o mundo refletirá isso e será um lugar melhor.
Maria Luiza Parreiras Parisi
Grupo de Estudo Huna Arco-Iris – Poços de Caldas - MG
Viemos a esse mundo para nos tornarmos indivíduos, pessoas que pensam diferente uns dos outros, sem perdermos contato com a unificação, com a parte divina que cada um tem.
Quanto mais amarmos a nós mesmos, mais amor teremos para dar e passaremos, por vontade própria, a ter a verdadeira compaixão pelo nosso próximo. Não somente aquele apoio momentâneo em uma necessidade desesperada, mas seremos a própria bondade a ser compartilhada.
Se ao fazermos uma escolha baseada em nossa própria experiência, escolhermos apoiar e ajudar a nós mesmos,poderemos fazê-lo com alegria, pois seremos nós a formar o próprio destino,compartilhando o nosso real potencial com mais alguém: é o AMAR com, é ALOHA!
Se nos permitirmos ter paciência, estaremos abertos aos nossos próprios sentimentos, à nossa riqueza interior, e se meditarmos sobre o que queremos fazer, concluiremos por nós mesmos,chegaremos às nossas próprias respostas, sem levar em conta o que os outros pensam ou querem. O contrário só nos traria carência, que é sinônimo de preocupação e insatisfação. A carência traz limitação em vez de abundância, traz debilitação em vez de juventude e vitalidade.
É muito importante que cuidemos do nosso corpo, que o acarinhemos, que agradeçamos as funções que recebemos. Somos seres sagrados e vivemos num mundo também sagrado, onde tudo e todos estão interligados na grande rede da vida que nos une a todo o universo numa única teia.
Cuidemos para que nosso corpo receba momentos de repouso e movimentação de energias, banhos repousantes e água o quanto baste.
Amar-se é um grande despertar, é termos nossas próprias experiências. A Essência que nos apóia sempre esteve presente dentro de nós.
Muitos são os caminhos a escolher, lembrem-se, pois, que a carência é o que há de mais insensato, a nossa tendência é esquecermos tudo o que de bom foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas. E sofrer por que?
Estejamos em nós mesmos, sejamos nós mesmos, sejamos alegres, co-criadores uma vez mais e veremos que a vida é exatamente o que queremos que seja, completamente amorosa e para sempre amorosa.
Esse mundo é nosso e temos que torná-lo melhor. Celebremos pois uns aos outros e a nós mesmos; o mundo refletirá isso e será um lugar melhor.
Não precisamos de permissão para nada, não precisamos de sofrimentos nem de sacrifícios. Ergamo-nos acima das crenças e vivamos maravilhados e com alegria, em parceria uns com os outros, sem condições, sem expectativas, sem julgamentos, sejamos o AMOR em ação.
Os desafios sempre existirão, mas o crescimento também. Sonhemos, pois! Mahalo!
Os desafios sempre existirão, mas o crescimento também. Sonhemos, pois! Mahalo!
Maria Luiza Parreiras Parisi
Grupo de Estudo Huna Arco-Iris – Poços de Caldas - MG
1 de janeiro de 2011
Ano Novo ...
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de
ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número
e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente....
Para você, desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você, desejo todas as cores desta vida,
todas as alegrias que puder sorrir,
todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
que sua família esteja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente para
repassar o que realmente desejo a você.
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!
Que esse novo ano seja repleto de realizações, muita luz, paz, saúde, amor, enfim, um ano recheado de coisas maravilhosas e muita felicidade, principalmente com muito DEUS no coração!
FELIZ ANO NOVO!!! FELIZ 2011!!!
ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número
e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente....
Para você, desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você, desejo todas as cores desta vida,
todas as alegrias que puder sorrir,
todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
que sua família esteja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente para
repassar o que realmente desejo a você.
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!
Que esse novo ano seja repleto de realizações, muita luz, paz, saúde, amor, enfim, um ano recheado de coisas maravilhosas e muita felicidade, principalmente com muito DEUS no coração!
FELIZ ANO NOVO!!! FELIZ 2011!!!
27 de dezembro de 2010
BORBOLETAS
Este texto do Quintana é muito verdadeiro.... vale a pena ler e refletir sobre seu conteúdo um pouquinho.
Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas, mas cuidar do seu jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas, mas cuidar do seu jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Mário Quintana
15 de dezembro de 2010
Não precisa ser para sempre, mas precisa ser até o fim!
Ir até o fim significa ...
coragem, ousadia, disposição, mas significa essencialmente
que a gente viveu intensamente ... e não apenas superficialmente... Adoro este texto da Rosana que ilustra muito bem isso...
Por Rosana Braga
‘Para sempre’, em minha opinião, é nada mais nada menos que um dia depois do outro. Ou seja, é construção. Em princípio, não existe. Mas basta que façamos a mesma escolha sucessivamente e teremos construído o ‘para sempre’.
O que quero dizer é que o ‘sempre’ não é magia nem tampouco um tempo que pré-exista. Ele é conseqüência. Nada mais que conseqüência de uma sucessão de dias, vividos minuto por minuto.
Quanto ao amor, tem gente que acredita que só é de verdade se durar “até que a morte os separe”. Outras, como o grande Vinícius de Moraes poetizou, apostam no “que seja eterno enquanto dure”.
Eu, neste caso, admiro a coragem de quem vai até o fim, de quem se entrega inteiramente ao que sente, de quem se permite viver aquilo que seu coração pede até que todas as chamas se apaguem. Mais do que isso: até que as brasas esfriem e – depois de todas as tentativas – nada mais possa ser resgatado do fogo que um dia ardeu.
Claro que não estou defendendo a constância indefinida de atitudes desequilibradas, exageros desnecessários ou situações destrutivas. Mas concordo plenamente com o que está escrito no comovente “Quase”, de Sarah Westphal (muitas vezes atribuído a Luiz Fernando Veríssimo):
... “Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar” ...
Porque de corações partidos por causa de um amor vivido pela metade as ruas estão cheias. Assim como de almas que perambulam feito pontos-de-interrogação, a se questionar o que mais poderiam ter feito para que o outro também estivesse presente, para que não fugisse tão furtivamente, tão covardemente, tão sordidamente.
É por isso que insisto: muito mais do que nos preocuparmos com o ‘para sempre’, precisamos começar a investir no ‘até o fim’, para que o ‘agora’ tenha mais significado, para que as intenções, as palavras, as atitudes e todos os recomeços façam parte de uma história mais sólida, menos prostituída, que realmente valha a pena.
Então, questione-se: o coração ainda acelera quando o outro se aproxima? O peito ainda dói de saudade? O desejo ainda grita, perturbando o silêncio da noite? Não chegou ao fim! Não acabou.
Sei que, em alguns casos, motivos de força maior impedem um amor de ser vivido (e daí a separação pode ser sinal de maturidade), mas na maioria das vezes o que afasta dois corações é muito mais intolerância, ilusões ou auto-defesas tolas do que algo que realmente justifique o lamentável desfecho.
O outro não quer? Desistiu? Acovardou-se? Ok! Por mais incoerente que pareça, é um direito dele. Esteja certo de que você fez o que estava ao seu alcance e depois... bem, depois recolha-se e pondere: “pros amores impossíveis, tempo”.
Tempo em que você terminará descobrindo que a vida tem seu jeito misterioso de fazer o amor acontecer, mas que – no final das contas – feliz mesmo é quem, apesar de tudo, tem coragem de ir até o fim!
coragem, ousadia, disposição, mas significa essencialmente
que a gente viveu intensamente ... e não apenas superficialmente... Adoro este texto da Rosana que ilustra muito bem isso...
Por Rosana Braga
‘Para sempre’, em minha opinião, é nada mais nada menos que um dia depois do outro. Ou seja, é construção. Em princípio, não existe. Mas basta que façamos a mesma escolha sucessivamente e teremos construído o ‘para sempre’.
O que quero dizer é que o ‘sempre’ não é magia nem tampouco um tempo que pré-exista. Ele é conseqüência. Nada mais que conseqüência de uma sucessão de dias, vividos minuto por minuto.
Quanto ao amor, tem gente que acredita que só é de verdade se durar “até que a morte os separe”. Outras, como o grande Vinícius de Moraes poetizou, apostam no “que seja eterno enquanto dure”.
Eu, neste caso, admiro a coragem de quem vai até o fim, de quem se entrega inteiramente ao que sente, de quem se permite viver aquilo que seu coração pede até que todas as chamas se apaguem. Mais do que isso: até que as brasas esfriem e – depois de todas as tentativas – nada mais possa ser resgatado do fogo que um dia ardeu.
Claro que não estou defendendo a constância indefinida de atitudes desequilibradas, exageros desnecessários ou situações destrutivas. Mas concordo plenamente com o que está escrito no comovente “Quase”, de Sarah Westphal (muitas vezes atribuído a Luiz Fernando Veríssimo):
... “Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar” ...
Porque de corações partidos por causa de um amor vivido pela metade as ruas estão cheias. Assim como de almas que perambulam feito pontos-de-interrogação, a se questionar o que mais poderiam ter feito para que o outro também estivesse presente, para que não fugisse tão furtivamente, tão covardemente, tão sordidamente.
É por isso que insisto: muito mais do que nos preocuparmos com o ‘para sempre’, precisamos começar a investir no ‘até o fim’, para que o ‘agora’ tenha mais significado, para que as intenções, as palavras, as atitudes e todos os recomeços façam parte de uma história mais sólida, menos prostituída, que realmente valha a pena.
Então, questione-se: o coração ainda acelera quando o outro se aproxima? O peito ainda dói de saudade? O desejo ainda grita, perturbando o silêncio da noite? Não chegou ao fim! Não acabou.
Sei que, em alguns casos, motivos de força maior impedem um amor de ser vivido (e daí a separação pode ser sinal de maturidade), mas na maioria das vezes o que afasta dois corações é muito mais intolerância, ilusões ou auto-defesas tolas do que algo que realmente justifique o lamentável desfecho.
O outro não quer? Desistiu? Acovardou-se? Ok! Por mais incoerente que pareça, é um direito dele. Esteja certo de que você fez o que estava ao seu alcance e depois... bem, depois recolha-se e pondere: “pros amores impossíveis, tempo”.
Tempo em que você terminará descobrindo que a vida tem seu jeito misterioso de fazer o amor acontecer, mas que – no final das contas – feliz mesmo é quem, apesar de tudo, tem coragem de ir até o fim!
6 de dezembro de 2010
Esse filme vai mudar sua vida
TERRÁQUEOS (Earthlings) é um filme-documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em relação aos animais (para estimação, alimentação, vestuário, diversão e desenvolvimento científico), mas também ilustra nosso completo desrespeito para com os assim chamados "provedores não-humanos".
Este filme é narrado por Joaquin Phoenix (GLADIADOR) e possui trilha sonora composta pelo instrumentista, dj e compositor Moby. Com um profundo estudo dentro das pet-shops, criatórios de filhotes e abrigos de animais, bem como em fazendas industriais, no comércio de couro e peles, indústria de esporte e entreterimento, e finalmente na carreira médica e científica, TERRÁQUEOS usa câmeras escondidas e filmagens inéditas para narrar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo, as quais dependem de animais para lucrar.
Impactante, informativo e provocando reflexões, TERRÁQUEOS é de longe o mais completo documentário jamais produzido sobre a conexão entre natureza, animais, e interesses econômicos. Há vários filmes importantes sobre os direitos dos animais, mas este supera os demais.
TERRÁQUEOS tem que ser assistido. Altamente recomendado!
O filme pode ser assistido no link : http://video.google.com/videoplay?docid=-239204330856039070&q=Earthlings#
1 de dezembro de 2010
Já pensou em se tornar vegetariano?
Os impactos do consumo de carne
O consumo da carne, aparentemente, algo comum, inofensivo... hábito já arraigado em nosso cotidiano, resulta num impacto muito negativo para o meio ambiente e para nossa saúde. Já parou para pensar nisso ?
A indústria de carne é uma das maiores responsáveis pela poluição da água. Somente os animais criados para o consumo humano nos Estados Unidos produzem uma quantidade de excrementos 130 vezes maior do que a de toda a população mundial: 39.000kg por segundo.
Uma criação de porcos média produz tantos excrementos quanto uma cidade com 12.000 habitantes. Cerca de 80% das áreas cultiváveis são usadas para a criação de animais. Em um hectare de terra podem ser plantados 22.500kg de batatas, mas, na mesma área, só podem ser produzidos 185kg de carne bovina. A pecuária é uma das maiores consumidoras de água. São necessários de 20.000 a 30.000 litros de água para produzir 1kg de carne, mas apenas 150 litros de água para 1kg de trigo. A produção de um único hambúrguer consome uma quantidade de água suficiente para 17 banhos de chuveiro.
A criação de animais de corte é responsável por 90% do desmatamento de florestas tropicais. Para cada hambúrguer "Big Mac" de carne bovina são necessários 50m2 de floresta. Nos Estados Unidos, mais de um terço de todas as matérias primas e dos combustíveis fósseis são usados na criação de animais para consumo humano. A produção de um único hambúrguer consome a mesma quantidade de combustível fóssil que um carro popular pequeno em um percurso de 32km.
Menos proteína, Mais para a saúde
-Probabilidade de morrer de enfarte: para quem come carne 50%
para vegetarianos 15%
-Probabilidade de morrer de câncer: para quem come carne 24%
para vegetarianos 8%
-Percentagem de DDT no leite materno: da mãe que come carne 97%
da mãe vegetariana 8%
25 de novembro de 2010
Oração da Serenidade
"Senhor,
Que eu me permita olhar, escutar e sonhar mais.
Falar menos.Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm
e não a inveja que prepotentemente penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.
Saber realizar os sonhos que nascem em mim
e por mim e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver os sonhos possíveis e os impossíveis;
aqueles que morrem e ressuscitam a cada novo fruto, a cada nova flor,
a cada novo calor, a cada nova geada, a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar, sonhar o amar,
sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas, dos movimentos,
do impossível, da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque,
pelo sentir, pelo compreender, pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental (aquela que a alma cria e que só ela, a alma, ouve
e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma, vislumbrar as curvas,
desenhar as retas, e aprender o sabor da exuberância
que se mostra nas pequenas manifestações da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos
fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos mas saiba recuperar meus destinos
com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesma:
- Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim uma pessoa serena dentro de minha própria turbulência,
sábia dentro de meus limites pequenos e inexatos, humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas (que eu me mostre o quanto são pequenas
minhas grandezas e o quanto é valiosa minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso, ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente o ser; o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou, render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar e ser amada.
Que eu possa amar mesmo sem ser amada, fazer gentilezas quando recebo carinhos;fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.
Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.
Que assim seja .... Amém"
22 de novembro de 2010
VOCÊ É A CAUSA DE TUDO
A grande maioria das pessoas atribui à sorte, ao azar, ao acaso ou a um poder superior a causa e o comando de tudo que lhes acontece na vida. Com isso, jamais procuram verificar a verdade sobre os fatos. Elas preferem optar por uma atitude conformista ou comodista, alimentando uma postura interna de vítimas que as faz sentirem-se coitadas.
Ficam hipnotizadas pela idéia de impotência diante de certos acontecimentos que consideram difíceis e sobre os quais não querem ter nenhum controle ou responsabilidade.
É comum, nas situações dolorosas que afetam a elas mesmas ou os outros, as pessoas se acovardarem, em vez de resistirem com coragem e determinação. Quando não compreendem a causa de certos acontecimentos catastróficos, alguns justificam seu comodismo com frases como: "Deus ou o destino quis assim" ou "Não aconteceu porque não era para ser". Outros preferem se revoltar a procurar desvendar a verdadeira realidade dos fatos. Reagir com comodismo ou revolta é preservar uma atitude de vítima. O "vitimismo" é sem dúvida o maior empecilho ao progresso da humanidade.
Você também pensa dessa maneira? Acredita que sorte, azar, acidentes, catástrofes, dramas, alegrias, enfim, as coisas que acontecem em sua vida são independentes de sua vontade? Considera que o acaso provoca as situações ruins? Imagina que existe algo movimentando sua vida e que você mesmo não tem participação alguma? Pensa que seus problemas são causados pela inveja dos outros ou pelo destino e não por sua condição interna?
Se você acredita nisso, provavelmente vive nas teias amargas do "coitado", pois se deixa levar ao sabor dos acontecimentos, já que está sob o domínio de uma força que considera ser independente de sua vontade. Pensar dessa maneira causa-lhe complicações e sofrimentos que reprimem a expressão de vida. Aquele que se julga vítima acredita que está no mundo para sofrer.
Alimentar pensamentos dessa ordem não lhe permitirá usar seu poder de transformar os acontecimentos desagradáveis e edificar uma vida melhor.
De modo geral, o ser humano crê na fatalidade, no acaso e na negligência. Quando "acidentes" acontecem, as pessoas imediatamente definem as ocorrências, sem dar a chance de perceber se há uma outra forma de encarar os fatos.
Explicar algo classificado como fatalidade não é uma tarefa fácil. Compreender o que está por trás de um acontecimento ruim exige certa predisposição a acatar o novo e abandonar os conceitos impregnados na humanidade.
Um acidente parece sempre algo inexplicável, e o acaso um mistério agindo aleatoriamente. Pensar desse modo é o mesmo que considerar que o nada pode fazer tudo, como realizar feitos extraordinários, provocar acidentes, promover sua demissão do emprego, fundir o motor de seu carro, causar uma infestação de cupins em sua casa e uma série de outros males que o rodeiam. Olhar a vida por essa óptica é acreditar que somos vítimas dos mecanismos naturais.
A idéia de sermos vítimas das fatalidades não é a melhor concepção de vida. É inaceitável crer que um ser superior governe tudo como um déspota ou mesmo que é o acaso que provoca todos os contratempos na vida das pessoas. Assim também não se pode acreditar que a natureza é caótica a ponto de cometer alguns lapsos em seus intrincados mecanismos de funcionamento.
A natureza é sábia, portanto para toda ação há sempre uma causa, mesmo quando nossa inteligência não consegue alcançar o conhecimento dos processos da vida. Quem segue sua intuição e busca uma outra visão dos acontecimentos, rompendo com a concepção do acaso e da injustiça, acaba encontrando as respostas para as ocorrências desagradáveis.
Experimente desafiar a idéia de fatalidade e busque a consciência das verdadeiras causas. Não acredite cegamente no que lhe foi passado. Procure obter uma vivência prática, observe as sensações de seu corpo, dê vazão à intuição. Esse procedimento possibilita desvendar a realidade dos acontecimentos.O "vitimismo" é uma forma infantil de lidar com os fatos.
De que modo então poderemos compreender os acidentes, as catástrofes e as situações problemáticas ou maravilhosas, se não cremos mais no acaso, se não responsabilizamos os outros, tampouco os atribuímos à vontade divina ou aos imperativos da vida?
Qual a explicação plausível para o que acontece de bom ou prejudicial em nossa vida? A resposta é: Você é a causa de tudo! É o centro de sua vida e senhor de seu próprio destino.
Caso suas condições de vida não estejam a contento e ela esteja repleta de impedimentos, relacionamentos difíceis, escassez de recursos econômicos, doenças, etc., é sinal de que você não está fazendo uso adequado de seus poderes naturais, os quais comandam seu destino. Acatar a consciência metafísica é abandonar o pretexto de atribuir ao externo suas frustrações internas; é reconhecer em si mesmo o referencial manifestador que cria a realidade, atraindo para si tudo de bom ou ruim que lhe acontece na vida.
A vantagem dessa mudança é que você resgata o poder natural e passa a ter capacidade para transformar as situações desagradáveis que estão à sua volta, alterando o curso de sua vida para melhor.
Se de um lado você perde o álibi que justifica suas inabilidades, por outro adquire o poder interior de intervir nas situações externas. Essa postura vai tirá-lo da passividade e da dependência dos outros ou da concessão das forças naturais, proporcionando as condições internas necessárias para edificar uma vida nova.
Inicialmente você pode estranhar essa nova concepção de vida. Para muitas pessoas é difícil pensar assim, aceitar como verdade o fato de que são elas que põem em movimento tudo que lhes acontece e não mais responsabilizar alguém — nem mesmo Deus — pelo que se passa com elas.
Você está disposto a encarar a vida por uma nova óptica? Isso exige parar de se colocar como vítima e se dar uma chance de estudar os acontecimentos por um outro ângulo. Esta é uma tarefa que requer tempo, observação e dedicação, porém os resultados serão promissores.
Empenhar-se na reformulação interior é um importante passo para o sucesso e a realização pessoal. Essa conduta opera significativas mudanças em sua forma de pensar e agir.
Renovado interiormente, você se tornará mais perspicaz para compreender o motivo de sua vida, seguir um caminho e não outro, e o significado de tantas adversidades. A vida não é estúpida nem inconseqüente, tampouco somos vítimas, mas sim os condutores de nosso próprio destino.
Mediante isso você não deve se sentir culpado. Se sua postura ao longo da vida foi de omissão, assuma a responsabilidade. Ser responsável é ter habilidade natural de criar respostas, passando a conduzir sua vida de forma consciente. Lúcido de seu direito de escolha, você vai agir com mais segurança, podendo evitar aborrecimentos e alcançar mais rápido a felicidade. Não confunda responsabilidade com obrigação.
Obrigação é forçar você a fazer algo contra sua natureza, e responsabilidade é a consciência de seu poder de causar reações no mundo.
Ser responsável é reconhecer e respeitar os próprios sentimentos, usar de bom senso e assumir o direito de escolha, podendo dar ou tirar a importância do que acontece ao redor. Você pode optar entre o positivo e o negativo de uma situação. Encarar os fatos com otimismo é considerar as perspectivas favoráveis, e com pessimismo é aceitar a derrota por antecedência. A qualquer momento pode-se acreditar ou desacreditar, só depende de você.
A consciência metafísica não irá privá-lo das experiências de vida, ela atenua a intensidade dos obstáculos porque o fortalece para enfrentá-los e favorece na transposição dos desafios, resgata o poder interior e promove o reconhecimento dos potenciais latentes na alma.
Vacapelli e Gasparetto – Metafísica da Saúde Volume I
16 de novembro de 2010
NÃO CRIE MAIS DOR
por Eckhart Tolle
Nenhuma vida é inteiramente isenta de dor e de desgosto. Não será preferível aprender a viver com eles do que tentar evitá-los? A maior parte da dor humana é desnecessária. Cria-se a si própria enquanto for a mente inobservada a dirigir a sua vida.
Nenhuma vida é inteiramente isenta de dor e de desgosto. Não será preferível aprender a viver com eles do que tentar evitá-los? A maior parte da dor humana é desnecessária. Cria-se a si própria enquanto for a mente inobservada a dirigir a sua vida.
A dor que você criar agora será sempre uma certa forma de não aceitação, uma certa forma de resistência inconsciente aquilo que é. Ao nível do pensamento, a resistência é uma certa forma de julgamento. Ao nível emocional, é uma certa forma de negatividade.
A intensidade da dor depende do grau de resistência ao momento presente, e essa resistência por seu lado depende de quão fortemente você estiver identificado com a sua mente. A mente procura sempre recusar o Agora e fugir a ele. Por outras palavras, quanto mais identificado você estiver com a sua mente, mais sofrerá. Ou poderá colocar a questão deste modo: quanto mais você honrar e aceitar o Agora, mais livre estará da dor, do sofrimento - e da mente egóica.
Porque é que a mente recusa ou resiste habitualmente ao Agora? Porque ela não consegue funcionar nem permanecer no poder sem o tempo, que é passado e futuro e, por conseguinte, para ela o Agora representa uma ameaça. De fato, o tempo e a mente são inseparáveis.
Imagine a Terra desprovida de vida humana, habitada apenas por plantas c animais. Teria ela ainda um passado e um futuro? Poderíamos nós falar de tempo de maneira que fizesse sentido? As perguntas "Que horas são?" ou "Que dia é hoje?" - se houvesse quem as fizesse — não fariam qualquer sentido. O carvalho ou a águia ficariam estupefatos com tais perguntas. "Que horas são?" perguntariam. "Bem, é claro que é agora. Que mais poderia ser?"
Sim, é certo que precisamos da mente assim como do tempo para funcionarmos neste mundo, mas a certa altura eles tomam conta das nossas vidas, e é aí que a disfunção, a dor e o desgosto se instalam.
A mente, para garantir que permanece no poder, procura constantemente encobrir o momento presente com o passado e o futuro e, assim, ao mesmo tempo que a vitalidade e o infinito potencial criativo do Ser, que é inseparável do Agora, começam a ficar encobertos pelo tempo, também a sua verdadeira natureza começa a ficar encoberta pela mente.
Um fardo de tempo, cada vez mais pesado, tem vindo a acumular-se na mente humana. Todos os indivíduos sofrem sob esse fardo, mas também o tornam mais pesado a cada momento, sempre que ignoram ou recusam esse precioso Agora ou o reduzem a um meio para alcançarem um determinado momento futuro, o qual só existe na mente e nunca na atualidade. A acumulação de tempo na mente humana, coletiva e individual, contém igualmente uma enorme quantidade de dor residual que vem do passado.
Se quiser deixar de criar dor para si e para os outros, se quiser deixar de acrescentar mais dor ao resíduo da dor passada que continua a viver em si, então deixe de criar mais tempo, ou pelo menos crie apenas o tempo necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida. Como deixar de criar tempo? Compreendendo profundamente que o momento presente é tudo o que você algum dia terá. Faça do Agora o foco principal da sua vida.
Atendendo a que antes você vivia no tempo e fazia curtas visitas ao Agora, estabeleça a sua morada no Agora e faça curtas visitas ao passado e ao futuro quando precisar de lidar com os aspectos práticos da sua situação de vida. Diga sempre "sim" ao momento presente. Que poderia ser mais fútil, mais insensato do que criar resistência interior a algo que já é? Que poderia ser mais insensato do que opor-se à própria vida, que é agora e sempre será agora? Submeta-se aquilo que é. Diga "sim" à vida - e verá como de repente a vida começará a trabalhar para si cm vez de contra si.
O momento presente é por vezes inaceitável, desagradável ou terrível. É aquilo que é. Observe como a mente classifica esse momento e como esse processo de classificação, esse permanente ditar de sentenças, cria dor e infelicidade. Ao observar os mecanismos da mente, você sai para fora dos seus padrões de resistência e então poderá permitir que o momento presente seja. Isso dar-lhe-á um vislumbre do estado interior livre de condições exteriores, do estado de verdadeira paz profunda. Depois veja o que acontece, e tome providências se for necessário ou possível.
Aceite - e depois atue. Seja o que for que o momento presente contenha, aceite-o como se fosse escolha sua. Trabalhe sempre com ele, não contra ele. Faça dele um amigo e um aliado, e não um inimigo. Milagrosamente, isso transformará toda a sua vida.
Eckhart Tolle nasceu na Alemanha, onde viveu até aos treze anos de idade. Depois de se licenciar pela Universidade de Londres, trabalhou como investigador e supervisor na Universidade de Cambridge. Aos vinte e nove anos, uma profunda transformação espiritual levou-o a mudar radicalmente a sua maneira de encarar e viver a sua vida. Nos anos que se seguiram, dedicou-se por inteiro a compreender melhor e viver mais profundamente esta transformação, que marcou o início de uma intensa jornada interior. Eckhart Tolle não está filiado a qualquer religião ou tradição espiritual. Através do seu ensino, tenta transmitir a mensagem profunda, simples e atemporal que os grandes mestres sempre tentaram transmitir: é possível acabar com o sofrimento e alcançar a paz através da meditação.
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